A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (3), a Operação Não Fume, com o objetivo de desarticular uma rede criminosa envolvida na entrada, distribuição e comercialização ilegal de cigarros contrabandeados e dispositivos eletrônicos para fumar em diversas regiões do Brasil.
A ação mobilizou cerca de 200 agentes federais para o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão em sete estados: Pará, Paraná, Tocantins, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso e Goiás.
Segundo a PF, as investigações apontam a existência de uma estrutura organizada voltada à importação irregular de produtos estrangeiros, à distribuição em larga escala e à venda clandestina de cigarros convencionais e eletrônicos. O esquema envolveria fornecedores, distribuidores e comerciantes responsáveis por abastecer o mercado ilegal em diferentes partes do país.
De acordo com os investigadores, o contrabando de cigarros está frequentemente associado a outras práticas criminosas e provoca prejuízos significativos à arrecadação tributária, além de gerar concorrência desleal com empresas que atuam de forma regular.
A corporação também alerta para os riscos à saúde pública causados pela comercialização de cigarros eletrônicos e outros produtos sem controle sanitário. Conforme a PF, esses itens ingressam no território nacional sem fiscalização dos órgãos competentes, o que aumenta os riscos aos consumidores.
Todo o material apreendido durante a operação será submetido à análise pericial para auxiliar no avanço das investigações e na identificação de outros possíveis integrantes da organização criminosa.
Os suspeitos poderão responder pelos crimes de contrabando e organização criminosa, cujas penas podem variar conforme o grau de participação de cada investigado.



