A Advocacia do Senado ingressou com pedido de prisão preventiva contra o ex-governador Ciro Gomes (PDT) na Justiça Eleitoral do Ceará. Ele é acusado de violência política de gênero contra a prefeita de Crateús e ex-senadora Janaína Farias (PT). O requerimento foi protocolado nos dias 1º e 4 de setembro e ainda não foi analisado.
Segundo a acusação, Ciro teria ofendido e perseguido Janaína desde 2024, quando ela assumiu vaga no Senado. Em entrevistas, chamou a parlamentar de “cavalo de Camilo”, insinuou que era “assessora de assuntos de cama” do ministro Camilo Santana e, mais recentemente, afirmou que ela “recrutava moças pobres para serviço sexual”.
A Advocacia do Senado argumenta que as falas representam risco à ordem pública. Caso a prisão seja negada, pede medidas cautelares para impedir novas ofensas.
A defesa de Ciro, representada pelo advogado Walber Agra, afirma que não há crime e que as críticas foram dirigidas a Camilo Santana, não a Janaína.
Em maio, Ciro já havia sido condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal a pagar R$ 52 mil a Janaína por danos morais. Ele recorreu da decisão. A Justiça Eleitoral também determinou investigação da Polícia Federal sobre possível crime de perseguição.



