O almoço de Páscoa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva virou tema de debate nas redes sociais após a primeira-dama Rosângela da Silva divulgar um vídeo mostrando o preparo de carne de paca, uma iguaria considerada exótica e de alto custo.
No registro publicado no Instagram, Janja afirma que a carne foi marinada por dois dias com temperos e ervas. Durante a gravação, o presidente aparece elogiando o prato servido no almoço.
A divulgação levantou questionamentos sobre a legalidade do consumo. A paca é um animal silvestre típico do Brasil, comum em áreas de mata e regiões próximas a rios, sendo protegida por legislação ambiental.
Segundo a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98), é proibido caçar, capturar, comercializar ou consumir animais silvestres no país, incluindo a paca, salvo em situações específicas autorizadas por órgãos ambientais, o que não é a regra.
Apesar disso, a legislação permite exceções quando a carne tem origem legal, proveniente de criadouros regularizados e com autorização dos órgãos competentes.
A repercussão ganhou força após o deputado federal Nikolas Ferreira publicar um vídeo em seu perfil no Instagram com recortes do post original, ampliando o alcance da discussão.
Além da questão ambiental, o episódio também chamou atenção pelo custo elevado da iguaria, considerada pouco acessível à maior parte da população.
Diante da repercussão, a primeira-dama afirmou que a carne utilizada no almoço foi adquirida de forma legal, como presente de um produtor autorizado.
O caso reacendeu debates sobre consumo de animais silvestres, legislação ambiental e práticas alimentares no Brasil.
Veja o vídeo:



