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VÍDEO: Manifestantes choram e geram tumulto em desmonte de acampamento em BH

Na manhã desta sexta-feira (06/01), apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, tentaram impedir o desmonte de barracas e estruturas utilizadas por eles desde a decisão das eleições de 2022.

Cerca de 100 manifestantes estavam acampados em frente ao quartel do exército de Belo Horizonte, e os próprios militares acompanharam o trabalho da Guarda Municipal e da Prefeitura, que retiraram tudo do local.

No momento da saída dos caminhões que levavam os materiais do acampamento, manifestantes sentaram na avenida que passa em frente ao quartel e que seria utilizada na passagem dos veículos.

Alguns mais exaltados se jogaram no chão para tentar impedir a retirada dos materiais, enquanto outros cantavam o hino nacional.

De acordo com a prefeitura, a estrutura era ilegal porque não passou por licenciamento do município.

Também haviam relatos, denúncias e reclamações diárias de moradores do entorno, pedestres e motoristas sobre transtornos como som alto, sujeira, e bloqueio da via.

“O que se fez foi a retirada desses equipamentos sem a necessidade de recorrer à Justiça”, afirma a prefeitura, em nota.

Durante a ação de desmonte, uma confusão com uma equipe de jornalistas também foi registrada em vídeos, que foram divulgados nas redes sociais. Alguns manifestantes derrubaram equipamentos e agrediram os profissionais que faziam a cobertura do desmonte.

Sobre as agressões, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), divulgou uma nota em que reitera a preocupação com os profissionais da imprensa e pediu mais firmeza das autoridades na segurança da categoria.

Leia a nota na íntegra:

“O ano de 2023 já começou com uma onda de violência contra os profissionais da mídia, com o registro de agressões a equipes de reportagem em pelo menos seis estados: Ceará, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e, agora, o segundo caso em Minas Gerais.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) acompanha com preocupação os recentes ataques a jornalistas por parte dos grupos bolsonaristas que, mesmo depois da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ainda não se desmobilizaram totalmente no entorno de quartéis do Exército.

Os acampamentos bolsonaristas viraram zona de risco para profissionais da imprensa desde o resultado do segundo turno das eleições, quando levantamento conjunto da FENAJ e da Abraji apontaram 70 episódios de agressão contra a categoria no país. Diante do nível de hostilidade dos manifestantes, solicitamos às empresas jornalísticas que pautem a cobertura desses acampamentos somente com a garantia de segurança para seus profissionais.

Também orientamos os profissionais agredidos a registrarem boletim de ocorrência. Pedimos, ainda, que as autoridades de segurança pública estaduais reforcem a vigilância em atos antidemocráticos.

A FENAJ já enviou ofícios solicitando providências ao Ministério da Justiça e dando ciência dos casos à Secretaria de Comunicação Social do Governo Federal (Secom). Solicitaremos providências aos governos estaduais e ao Ministério Público Federal”.

Depois da saída dos caminhões e da partida da Guarda Municipal da frente do quartel, parte dos manifestantes continuou no local.

COLUNISTAS

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