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Irmãos acusam Michael Jackson de abuso sexual em novo processo judicial

Quatro integrantes da família Cascio protocolaram uma ação judicial contra o espólio de Michael Jackson, alegando terem sido vítimas de abuso sexual quando eram crianças. As acusações foram detalhadas em entrevista ao The New York Times e voltaram a colocar o nome do artista no centro de controvérsias.

Segundo Aldo, Eddie, Dominic e Marie Nicole Cascio, o cantor teria adotado estratégias de manipulação psicológica para conquistar a confiança das vítimas e de seus familiares. Eles afirmam que foram incentivados a defender publicamente o artista e a desacreditar denúncias feitas contra ele ao longo dos anos.

Os relatos indicam que, por décadas, os irmãos negaram qualquer conduta inadequada por parte de Jackson, inclusive em aparições públicas, como entrevistas à apresentadora Oprah Winfrey após a morte do cantor, em 2009. Parte deles diz ter compreendido a dimensão dos fatos apenas na vida adulta, após assistir ao documentário Leaving Neverland, que reúne depoimentos de outras supostas vítimas.

A relação entre a família Cascio e o artista começou na década de 1980, quando o pai dos irmãos trabalhava em um hotel em Nova York onde Jackson se hospedava. Com o tempo, a proximidade aumentou, incluindo visitas frequentes ao rancho Neverland, em algumas ocasiões sem a presença de responsáveis.

Frank Cascio, outro irmão, não participa da ação. Em livro publicado em 2011, ele afirmou que nunca presenciou comportamentos inadequados por parte do cantor.

Defesa nega acusações

Em resposta, representantes do espólio de Michael Jackson negaram as acusações e afirmaram que alegações semelhantes já foram analisadas anteriormente sem comprovação. O advogado Marty Singer classificou o processo como uma tentativa de obtenção de vantagens financeiras.

“A família defendeu Michael Jackson por mais de 25 anos. Esta ação é uma tentativa de obter indenizações milionárias”, declarou o representante.

Os autores do processo buscam responsabilização judicial e compensação por danos, alegando impactos psicológicos decorrentes dos episódios relatados.

Fonte: Metrópoles

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