O influenciador digital e ex-participante do BBB 26, Juliano Floss, passou a ser alvo de questionamentos do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (Sated-RJ) após ser escalado para integrar o elenco da novela Paraíso Perdido, produção original do Globoplay.
A principal crítica do sindicato é que Floss não possui o Registro Profissional (DRT), documento exigido para o exercício da profissão de ator. Em entrevista ao Metrópoles, o presidente do Sated-RJ, Hugo Gross, afirmou que a contratação levanta preocupações sobre a valorização dos profissionais da área.
“Nada contra os influenciadores digitais, mas temos vários artistas desempregados que não têm essa visibilidade porque não possuem seguidores. Precisamos valorizar os profissionais da arte e a classe artística, que efetivamente movimenta o setor”, declarou.
Segundo Gross, o sindicato ainda não foi oficialmente comunicado sobre a participação do influenciador na novela, mas informou que acompanhará o caso. Ele defendeu que o mercado ofereça oportunidades a diferentes perfis de artistas, incluindo profissionais da periferia, pessoas LGBTQIA+ e atores que aguardam espaço para trabalhar.
O presidente do Sated-RJ ressaltou, no entanto, que emissoras e produtoras têm o direito de lançar novos talentos, desde que cumpram os procedimentos previstos na legislação. Nesses casos, é possível solicitar uma autorização especial para atuação em uma produção específica, permitindo que o artista adquira experiência até reunir os requisitos necessários para obter o DRT.
Juliano Floss foi aprovado nos testes para integrar o elenco de Paraíso Perdido e interpretará Heitor, filho do personagem Werneck, vivido por Alexandre Nero. A novela, que será lançada pelo Globoplay, é inspirada na peça Bonitinha, mas Ordinária, de Nelson Rodrigues, e acompanha a relação de pai e filho envolvidos com a mesma mulher.



