Por José Rocha – O norte-americano Epstein conseguiu fortunas ao colocar no mesmo balaio homens poderosos da elite americana, mansões discretas, mulheres bonitas e até menores de idade para o deleite deles. Eram festas “do arromba”, com bebidas finas e muito rock’n’roll – unindo o útil ao agradável.
Tinha em suas mãos pessoas dos três poderes, abrindo portas para que seus investimentos crescessem de forma astronômica. Chegou a ser preso, mas, ao ser solto, voltou à velha prática, inclusive em outros países. Voltou a ser preso, mas, como a “bomba estourou”, acabou assassinado dentro do presídio, pois possuía um material que poderia derrubar qualquer um do poder – e, de certo modo, continuou derrubando muitos deles mesmo após sua morte.
Por outro lado, o brasileiro Vorcaro seguiu a mesma cartilha: fez fortunas dando golpes no mercado financeiro e, para conseguir apoio, promovia festas em Trancoso (BA) para membros dos três poderes, empresários de sucesso e todos que pudessem, de alguma forma, abrir-lhe portas e protegê-lo nas demandas judiciais. A casa caiu: foi preso e solto em seguida, podendo ser preso novamente — e, desta vez, poderá ficar por lá por muito tempo, pois todos aqueles que participaram de seu esquema estão fugindo como o diabo foge da cruz. Se resolver “colocar a boca no trombone”, derrubará muita gente do poder brasileiro. Como é um arquivo vivo, poderá ter o mesmo fim de Epstein.
Epstein e Vorcaro são dois casos típicos do que acontece com muita gente que está no poder: usaram o mesmo chamariz — festas, mulheres, sexo, bebidas, drogas, rock, tudo no maior sigilo, coisas que atraem os homens do poder para “relaxar”. Mas tudo tem um preço: um dia a casa cai, e a sociedade descobre finalmente os podres de cada um!
O autor é manauara, administrador (UFAM), blogueiro (BLOGDOROCHA), criador de conteúdos digitais, escritor e pesquisador da nossa cultura.
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