O empresário John Textor foi afastado da presidência da SAF do Botafogo de Futebol e Regatas por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getulio Vargas (FGV). A medida, adotada na noite de quinta-feira (23), é definitiva no âmbito arbitral e decorre de questionamentos sobre a condução financeira da gestão.
O processo teve como ponto central o pedido de recuperação judicial apresentado pela SAF na quarta-feira (21). A Câmara de Arbitragem entendeu que as medidas implementadas por Textor poderiam colocar em risco a estabilidade institucional e econômica do clube.
No parecer, os árbitros apontam que a condução do dirigente tem potencial de gerar prejuízos relevantes a acionistas e torcedores, destacando que a proteção do patrimônio e da imagem do Botafogo deve prevalecer sobre estratégias empresariais adotadas pela Eagle Football Holdings.
Mesmo com o afastamento, Textor segue como controlador da SAF por meio da Eagle Bidco. A equipe jurídica do empresário avalia alternativas para contestar a decisão, enquanto ele busca um nome para assumir interinamente a presidência.
O mais cotado é Durcesio Mello, que comandou o clube associativo entre 2021 e 2024 e atualmente integra o Conselho de Administração. Aliado de Textor, ele é visto como peça-chave para manter a governabilidade durante o impasse.
A decisão ocorre em um momento de pressão financeira, com a necessidade de manter o fluxo de caixa das operações do futebol. O mercado e a torcida aguardam os próximos desdobramentos, especialmente em relação às negociações com credores.
Com força de sentença judicial, a determinação arbitral deve ser cumprida imediatamente, sob risco de sanções à administração da SAF.



