O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, participou presencialmente, nesta segunda-feira (10/11), do julgamento no Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A sessão analisa o recurso contra a condenação de 12 jogos de suspensão e multa de R$ 60 mil, imposta em primeira instância por suposta manipulação de resultado para favorecer apostadores.
Em setembro, o jogador foi considerado culpado por forçar um cartão amarelo em partida contra o Santos, em 2023. Na ocasião, Bruno Henrique, que já estava pendurado com dois cartões, cometeu uma falta em Soteldo e, logo depois, reclamou de forma exagerada com o árbitro Rafael Klein, sendo expulso em seguida.
A Procuradoria do STJD denunciou o atacante e outras quatro pessoas, entre elas o irmão de Bruno, Wander Nunes Pinto Junior, e três amigos — Claudinei Vitor Mosquete Bassan, Andryl Sales Nascimento dos Reis e Douglas Ribeiro Pina Barcelos —, sob acusação de envolvimento com apostas esportivas. Segundo a denúncia, Bruno teria cometido faltas intencionais para beneficiar apostadores, o que viola os artigos 243 e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
Além da esfera esportiva, o jogador também responde a inquérito da Polícia Federal, instaurado em abril de 2025, que o indiciou por fraude esportiva com base no artigo 200 da Lei Geral do Esporte. As investigações apontam trocas de mensagens entre o atleta e o irmão, nas quais Bruno teria antecipado que receberia um cartão amarelo antes do jogo contra o Santos.
Enquanto aguarda a decisão do STJD, Bruno Henrique segue atuando pelo Flamengo graças a um efeito suspensivo concedido pela Justiça Desportiva. O caso também está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).



