A confusão registrada no clássico entre Corinthians e Palmeiras, disputado no último domingo na Neo Química Arena, ganhou desdobramentos fora de campo e será analisada pelo Ministério Público. Após o empate sem gols, dirigentes, jogadores e membros das comissões técnicas não chegaram a um acordo durante tentativa de conciliação, o que levou o caso à esfera criminal.
O episódio ocorreu no túnel de acesso aos vestiários e envolveu atletas, seguranças e integrantes das equipes. O ponto central da disputa é a denúncia do atacante palmeirense Luighi, que afirma ter sido agredido pelo preparador de goleiros do Corinthians, Luiz Fernando dos Santos. Além do jogador, cinco seguranças do Palmeiras prestaram depoimento e passaram por exames de corpo de delito.
As negociações iniciais aconteceram ainda no estádio, com mediação do Juizado Especial Criminal (Jecrim), mas terminaram sem acordo. Segundo o delegado Cesar Saad, da Delegacia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva, as imagens analisadas inicialmente não foram conclusivas. De acordo com ele, os vídeos mostram um tumulto generalizado, com empurrões entre os envolvidos, sem evidência clara das agressões relatadas.
Enquanto o Corinthians tentou encerrar o caso por meio de conciliação, o Palmeiras optou por sustentar a denúncia. A formalização da queixa por parte de Luighi impediu a resolução imediata. Jogadores corintianos, como Gabriel Paulista e Breno Bidon, também relataram episódios de violência, mas não registraram denúncias formais.
Durante audiência, o Ministério Público propôs uma transação penal com pagamento de multa equivalente a cinco salários mínimos a uma instituição de caridade. A proposta foi rejeitada por todos os envolvidos, que alegaram se considerar vítimas no episódio.
Com o impasse, o caso seguirá sob investigação. O Ministério Público deve solicitar novas imagens do sistema de monitoramento do estádio e ouvir outras testemunhas. A partir da análise do material, será decidido se haverá arquivamento ou apresentação de denúncia formal à Justiça.



