A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou, nesta sexta-feira (12/12), a suspensão da aprovação de novos gramados sintéticos em competições nacionais. A determinação, tomada após demanda de clubes da Série A, foi comemorada pelo Flamengo, que vinha pressionando pela adoção exclusiva de campos naturais.
Em nota, o clube afirmou que a medida representa um avanço para a “excelência do futebol brasileiro” e destacou que 2026 deve marcar uma nova fase, com gramados que favoreçam o desempenho técnico dos atletas. O Flamengo também lembrou que apresentou à CBF um documento com análises e sugestões técnicas pela padronização de campos naturais de alta qualidade.
A discussão ganhou força ao longo da semana, após o Flamengo defender publicamente o fim do uso de gramados sintéticos. A manifestação provocou reação imediata de clubes que utilizam o piso artificial, como Palmeiras, Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo e Chapecoense.
A troca de posicionamentos gerou provocações nas redes sociais. O Flamengo publicou a frase “grama ou plástico?”, enquanto o Palmeiras respondeu com “sintético ou buraco?”, em referência às condições de alguns gramados naturais no país.
A CBF informou que criará um grupo de trabalho para estabelecer um padrão nacional de qualidade para gramados naturais. Segundo a entidade, o objetivo é garantir segurança aos atletas, uniformidade técnica e modernização na gestão e manutenção dos campos. Os gramados sintéticos já existentes seguirão autorizados.
No comunicado, o Flamengo comentou ainda que a FIFA não utiliza esse tipo de superfície em suas competições de elite e citou o apoio de jogadores como Neymar, Gabigol e Thiago Silva ao gramado natural.
O clube encerrou a nota reafirmando o compromisso em colaborar com a CBF e demais equipes para implementar um padrão de excelência nos campos brasileiros.



