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Justiça absolve réus na tragédia do Ninho do Urubu e famílias protestam

Sete réus acusados de responsabilidade pelo incêndio no Ninho do Urubu, que matou dez jovens da base do Flamengo em fevereiro de 2019, foram absolvidos pela Justiça. O juiz Tiago Fernandes Barros decidiu que não havia provas suficientes para ligar as ações dos réus às mortes. A decisão ainda pode ser contestada em recurso.

Entre os absolvidos estão Márcio Garotti, ex-diretor financeiro do Flamengo; Marcelo Maia de Sá, ex-diretor-adjunto de patrimônio; os engenheiros Danilo Duarte, Fabio Hilário da Silva e Weslley Gimenes; Cláudia Pereira Rodrigues, responsável pelos contratos com a empresa que forneceu os contêineres; e Edson Colman, sócio da empresa de manutenção dos aparelhos de ar-condicionado.

A Associação de Familiares e Amigos das Vítimas do Ninho do Urubu (Afavinu) criticou a sentença, afirmando que ela enfraquece a proteção de menores em instituições esportivas e reforça a sensação de impunidade. A entidade destacou que os jovens dormiam em contêineres adaptados, sem alvará, com janelas gradeadas e problemas elétricos que agravaram o incêndio.

A Afavinu reafirmou seu compromisso de buscar a revisão da decisão e lutar por uma justiça mais efetiva, que valorize a vida das vítimas e previna tragédias semelhantes.

Na madrugada de 8 de fevereiro de 2019, um incêndio iniciado em um aparelho de ar-condicionado atingiu os contêineres usados como dormitórios pela base do Flamengo, em Vargem Grande, Rio de Janeiro, matando dez adolescentes com idades entre 14 e 16 anos.

O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou sete pessoas em 2021 por incêndio culposo e lesão corporal grave, com base em mais de 40 testemunhos. O processo ainda está em andamento.

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