O Brasil alcançou, neste sábado (14), um feito histórico nos Jogos Olímpicos de Inverno. O esquiador Lucas Pinheiro Braathen venceu o slalom gigante e garantiu a primeira medalha olímpica de inverno da história do país, e já na cor dourada.
A vitória foi definida pela soma dos tempos das duas descidas. Lucas marcou 1min13s92 na primeira e 1min19s95 na segunda, fechando a prova com o tempo total de 2min25s00. A prata ficou com o suíço Marco Odermatt, que somou 2min25s58, enquanto o bronze foi conquistado por Loic Meillard, com 2min26s17.
Até então, o melhor resultado brasileiro em Jogos de Inverno havia sido o nono lugar de Isabel Clark no snowboard cross dos Jogos Olímpicos de Inverno de Turim 2006.
Braathen assumiu a liderança já na primeira descida, abrindo quase um segundo de vantagem sobre Odermatt. Na segunda apresentação, manteve a consistência para assegurar o ouro, mesmo com a reação dos adversários.
Com o resultado, o Brasil se tornou o nono país a conquistar o título olímpico no slalom gigante e o terceiro do Hemisfério Sul a subir ao pódio em Jogos de Inverno, ao lado de Austrália e Nova Zelândia.
Nascido em Oslo, na Noruega, Lucas é filho de pai norueguês e mãe brasileira. Em 2024, optou por defender o Brasil após encerrar temporariamente a carreira no circuito europeu. Após obter a cidadania brasileira, passou a competir com a bandeira verde e amarela.
O esquiador chegou aos Jogos como um dos favoritos ao pódio, ocupando as primeiras posições do ranking mundial da modalidade na temporada.
Além do título, Braathen também foi porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura, ao lado da atleta do skeleton .
Lucas volta às pistas na segunda-feira (16) para disputar o slalom masculino, em busca de mais um resultado expressivo para o país.



