A Argentina iniciou uma investigação epidemiológica para identificar a possível origem do surto de hantavírus registrado no cruzeiro MV Hondius. A embarcação deixou o país em 1º de abril, enquanto o primeiro caso com sintomas foi relatado cinco dias depois, em 6 de abril. Até o momento, oito casos da doença foram confirmados.
De acordo com o Ministério da Saúde argentino, as autoridades estão reconstruindo o itinerário dos primeiros pacientes identificados, um casal de cidadãos holandeses. Segundo o órgão, eles chegaram à Argentina em 27 de novembro e percorreram o país por cerca de 40 dias de carro. Em seguida, viajaram pelo Chile por 24 dias antes de retornar à Argentina e depois seguir para o Uruguai, em 13 de março.
O casal voltou ao território argentino em 27 de março e viajou até Ushuaia, cidade onde embarcou no cruzeiro. O homem morreu em 11 de abril, ainda dentro do navio, enquanto a mulher faleceu em 26 de abril, em um pronto-socorro na África do Sul.
O governo argentino informou que, até o momento, nenhum caso relacionado ao surto foi identificado no país. Equipes do Instituto Malbrán serão enviadas a Ushuaia para realizar operações de captura e análise de roedores, como parte das ações de vigilância epidemiológica.
Em nota, o Ministério da Saúde destacou que ainda não há confirmação de que a transmissão tenha ocorrido na Argentina. A pasta também ressaltou que a província da Terra do Fogo não registra casos de hantavírus desde o início da notificação obrigatória da doença, em 1996.
Segundo as autoridades, a cepa andina do vírus, identificada no surto, já havia sido detectada anteriormente nas províncias argentinas de Chubut, Río Negro e Neuquén, além do sul do Chile.
O país também informou que intensificou a cooperação internacional, com envio de suprimentos e assistência técnica aos países afetados para o tratamento clínico dos pacientes.
Fonte: Metrópoles



