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Coreia do Norte testa drones e intensifica uso de IA nas forças armadas

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, acompanhou um teste de drones táticos e determinou o aumento do uso de inteligência artificial (IA) no desenvolvimento militar, informou nesta sexta-feira (19/9) a imprensa estatal.

Segundo a agência KCNA, Kim visitou na quinta-feira o Complexo Tecnológico de Aeronaves Não Tripuladas, em local não divulgado, onde observou drones de vigilância e ataque da série Kumsong, mostrados pela primeira vez na mídia oficial. Imagens do teste exibiram os drones decolando e destruindo alvos, com a agência destacando a “excelente eficácia em combate” e a “grande satisfação” do líder norte-coreano.

Kim afirmou que os drones se tornaram recursos essenciais na guerra moderna e orientou o desenvolvimento da tecnologia central desses sistemas, a aplicação de IA e o fortalecimento da produção. “Os drones estão sendo elevados à posição de prioridade máxima”, disse, segundo a KCNA.

Especialistas apontam que a Coreia do Norte vê os drones como ferramentas estratégicas de baixo custo, alta precisão e flexibilidade tática. Hong Min, do Instituto Coreano para a Unificação Nacional, destacou que a tecnologia é vista como chave para o país se consolidar como “grande potência”.

A Coreia do Norte já havia testado drones semelhantes em 2024 e no início deste ano, incluindo sistemas com IA. Analistas sugerem que os avanços podem estar ligados à cooperação com Moscou e à experiência adquirida por soldados norte-coreanos enviados à Ucrânia, onde participaram de operações modernas de combate e uso de drones.

Lim Eul-chul, da Universidade Kyungnam, afirma que a IA permitirá que os drones operem mesmo com bloqueio de sinais de GPS ou comunicação, usando algoritmos pré-programados. Em ataques anteriores, a Coreia do Norte já havia interferido em equipamentos sul-coreanos e afetado navios e aeronaves civis.

Agências de inteligência sul-coreanas e ocidentais estimam que mais de 10 mil soldados norte-coreanos foram enviados à Rússia em 2024, principalmente à região de Kursk, com cerca de 600 mortos e milhares feridos no conflito.

COLUNISTAS

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