Administradores do espólio de Jeffrey Epstein apresentaram nesta quinta-feira (19/2) uma proposta de pagamento de até US$ 35 milhões (cerca de R$ 182,3 milhões) para encerrar os processos movidos por dezenas de supostas vítimas do empresário americano, acusado de liderar um esquema de exploração sexual de mulheres e menores de 18 anos.
O documento foi protocolado na Justiça Federal de Manhattan e ainda depende da aprovação de um juiz para ter validade definitiva. O acordo prevê que o valor total seja pago caso haja 40 ou mais vítimas elegíveis. Se o número de participantes for inferior, o montante cairia para US$ 25 milhões (aproximadamente R$ 130,2 milhões).
O pagamento contemplaria pessoas que alegam ter sido “agredidas sexualmente, abusadas ou traficadas” por Epstein entre 1º de janeiro de 1995 e 10 de agosto de 2019, data da morte do empresário enquanto aguardava julgamento por acusações federais.
Caso homologado, o acordo encerraria uma ação iniciada em 2024 contra os administradores do espólio, o ex-advogado Darren Indyke e o antigo contador Richard Kahn, acusados de facilitar as atividades ilegais de Epstein por meio de serviços jurídicos e empresariais. Ambos negam qualquer conduta ilícita e não foram acusados de crimes sexuais. A proposta não implica admissão de culpa e não os torna automaticamente responsáveis por futuras ações relacionadas ao caso.
O anúncio da proposta ocorre após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgar milhões de documentos, fotografias e vídeos ligados à investigação sobre Epstein. O escritório Boies Schiller Flexner LLP, que representa o grupo de vítimas, não comentou oficialmente o número de participantes, mas a agência Bloomberg indica que seriam pelo menos 40 vítimas ainda sem acordo.
Daniel H. Weiner, advogado dos administradores, também não se pronunciou sobre o caso.



