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EUA aplicam sanções a brasileiros e empresas por suposto elo com o PCC

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º/7) sanções contra dois brasileiros, três empresas sediadas no Brasil e uma companhia de Portugal, sob a acusação de integrar uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o governo norte-americano, esta é a primeira medida do tipo adotada contra indivíduos e empresas associadas à facção após sua classificação como organização terrorista.

Os brasileiros citados são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Também foram sancionadas as empresas Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda., Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda., Wave Construções Inteligentes Ltda. e Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda., esta última registrada em Portugal.

De acordo com as autoridades norte-americanas, a decisão implica o bloqueio de bens e ativos sob jurisdição dos EUA, além da proibição de qualquer transação com cidadãos e empresas americanas. Instituições financeiras estrangeiras que mantenham negócios com os alvos também podem ser atingidas por sanções secundárias.

A investigação foi conduzida por órgãos como o FBI, o Departamento de Justiça (DOJ) e o Departamento de Segurança Interna (DHS), que apontam a existência de uma rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

No caso de Victor Shimada, o Tesouro dos EUA afirma que ele atuaria como intermediário entre operadores da facção na Flórida e traficantes internacionais, sendo responsável pela lavagem de mais de US$ 30 milhões obtidos por atividades criminosas em diversas cidades norte-americanas. Os recursos teriam sido movimentados por meio de criptomoedas e enviados ao Brasil.

Shimada já é investigado no Brasil e foi preso pela Polícia Federal em janeiro de 2025, no âmbito de apurações sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo contratos de patrocínio esportivo.

A decisão norte-americana ocorre após a recente classificação do PCC como organização terrorista estrangeira pelos Estados Unidos, medida que ampliou o alcance de ações de combate financeiro e penal contra supostos integrantes e apoiadores da facção.

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