O governo dos Estados Unidos avalia manter por período prolongado o bloqueio marítimo no Estreito de Ormuz, em meio ao impasse nas negociações com o Irã. A decisão foi discutida pelo presidente Donald Trump com seus conselheiros, segundo o jornal The Wall Street Journal.
De acordo com Trump, Teerã teria solicitado o fim da restrição naval, alegando que o país enfrenta risco de colapso. A proposta iraniana, no entanto, foi rejeitada pela Casa Branca, que considera insuficientes as condições apresentadas.
Entre as alternativas analisadas, intensificar ataques militares, deixar o conflito ou manter o bloqueio, a última desponta como a principal estratégia no momento. Em evento oficial na terça-feira (28), o presidente norte-americano voltou a afirmar que os EUA saíram vitoriosos do confronto e reiterou que não permitirá o avanço do programa nuclear iraniano.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, deve comparecer ao Congresso nesta quarta-feira (29) para esclarecer a condução da guerra. Ele será ouvido pela Comissão de Forças Armadas da Câmara dos Representantes, ao lado do chefe do Estado-Maior, Dan Caine.
Parlamentares, sobretudo da oposição democrata, criticam a falta de transparência do governo desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, e cobram maior participação do Legislativo nas decisões militares.
A guerra também tem gerado impactos econômicos, com reflexos nos preços globais de energia e aumento da pressão inflacionária. Nos Estados Unidos, o tema ganhou peso no debate público.
A deputada Maggie Goodlander afirmou que o secretário de Defesa precisa prestar contas sobre a condução da operação. Já aliados da oposição tentam avançar com medidas para limitar os poderes militares do presidente, sem sucesso até o momento.
A atuação de Hegseth também motivou pedidos de investigação e iniciativas para sua destituição, embora sem grandes perspectivas de avanço. Congressistas questionam, entre outros pontos, a morte de seis soldados norte-americanos no Kuwait, registrada no início do conflito.
Desde fevereiro, 13 militares dos EUA morreram e cerca de 400 ficaram feridos em decorrência da guerra.



