O ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, Peter Mandelson, foi preso nesta segunda-feira (23/2) no Reino Unido, segundo informações do jornal The Times. Ele é investigado por suposta ligação com o financista Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede de exploração sexual.
Ligado ao Partido Trabalhista, Mandelson já havia sido demitido do cargo diplomático em setembro de 2025, após o avanço das investigações que o conectaram ao caso Epstein.
De acordo com documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos no último ano, o ex-embaixador teria recebido recursos de Epstein em troca do repasse de documentos sigilosos do governo britânico. As acusações ainda são alvo de apuração pelas autoridades competentes.
Acordo sobre o espólio de Epstein
O caso também envolve um processo judicial movido em 2024 contra dois ex-assessores de Epstein: seu antigo advogado pessoal, Darren Indyke, e o ex-contador Richard Kahn, que atuam como coexecutores do espólio do financista.
A ação alega que ambos “facilitaram, participaram e ocultaram” a conduta ilegal de Epstein por meio de serviços jurídicos e empresariais. Um acordo em análise prevê o pagamento de indenizações a vítimas que afirmam ter sido abusadas sexualmente ou traficadas pelo magnata entre 1º de janeiro de 1995 e 10 de agosto de 2019 — data em que Epstein morreu na prisão enquanto aguardava julgamento por acusações federais.
O valor estimado do acordo é de US$ 35 milhões, podendo ser reduzido para US$ 25 milhões caso o número de vítimas reconhecidas no período seja inferior a 40.
A prisão de Mandelson representa mais um desdobramento internacional do escândalo envolvendo Epstein, que continua a gerar repercussões políticas e judiciais em diferentes países.



