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Exército israelense avança na Cidade de Gaza e anuncia áreas de evacuação

O Exército de Israel anunciou neste sábado (6/9) a criação de uma nova zona humanitária em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, enquanto mantém a ofensiva para tomar completamente a Cidade de Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu classificou a operação como uma “etapa decisiva” na guerra contra o Hamas, grupo considerado terrorista por Israel, Estados Unidos, Alemanha e outros países.

Segundo o comunicado militar, a nova zona humanitária contará com hospitais de campanha, aquedutos e instalações de dessalinização, além de fornecimento contínuo de alimentos, tendas, medicamentos e equipamentos médicos. O porta-voz do Exército, Avichay Adraee, destacou em mensagem em árabe que a população deve se dirigir imediatamente à área para facilitar a evacuação.

Israel já havia estendido a área humanitária até Khan Yunis no ano passado, que antes se limitava à zona costeira de Mawasi, onde centenas de milhares de civis vivem em condições precárias, sem água ou eletricidade, em busca de abrigo dos combates.

O anúncio ocorre após o Exército informar na sexta-feira (5/9) que lançaria uma campanha de bombardeios contra os últimos prédios altos da Cidade de Gaza, alegando que eles abrigavam infraestruturas do Hamas. Neste sábado, militares israelenses confirmaram a destruição de outra torre residencial, afirmando que o Hamas utilizava o prédio para postos de observação e equipamentos de inteligência, além de ter construído infraestrutura subterrânea no local.

Este é o segundo prédio de grande altura derrubado em 24 horas. Na sexta-feira, outro edifício residencial também foi destruído após ataque aéreo. A ofensiva busca eliminar os últimos prédios antes do controle total da Cidade de Gaza.

Desde o início da ofensiva, há quase dois anos, Israel tem usado o argumento de “infraestrutura terrorista” para justificar ataques a escolas, hospitais, abrigos e pontos de distribuição de alimentos, muitas vezes sem apresentar provas. Além disso, desde outubro de 2023, o governo de Netanyahu restringiu o acesso da imprensa estrangeira à Faixa de Gaza, enquanto centenas de jornalistas locais foram mortos durante o conflito.

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