O conflito no Oriente Médio entrou no quarto dia nesta terça-feira (3/3) com 787 mortos no Irã, conforme dados divulgados pela Sociedade do Crescente Vermelho iraniana (IRCS). A entidade informou que 153 cidades foram atingidas desde o início da ofensiva coordenada por Estados Unidos e Israel, no sábado (28/2).
Segundo ativistas de direitos humanos, ao menos 176 crianças morreram desde o início dos ataques. A escalada militar ganhou novos contornos após a confirmação da morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, durante a ofensiva.
Em pronunciamento na segunda-feira (2/3), o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a guerra pode se estender por mais de um mês. Posteriormente, declarou que os Estados Unidos dispõem de armamento suficiente para manter o conflito “pelo tempo que for necessário”.
A ampliação das hostilidades elevou o nível de alerta internacional, com outros países sendo atingidos ou envolvidos diretamente nas ações militares.
As Forças de Defesa de Israel anunciaram novos bombardeios contra o chamado “complexo de liderança” do Irã, em Teerã. Entre os alvos estariam o gabinete presidencial e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional.
O governo israelense também autorizou o avanço de tropas por terra em áreas adicionais no Líbano, ampliando a frente de combate e aumentando o risco de expansão regional do conflito.
Analistas internacionais apontam que a guerra tende a se prolongar nas próximas semanas, com impactos humanitários crescentes e possíveis reflexos na economia global.



