A escalada do conflito no Irã tem provocado forte impacto no setor aéreo global, com companhias elevando tarifas e cancelando milhares de voos em rotas que passam pelo Oriente Médio.
Diante do agravamento da situação de segurança, empresas aéreas têm suspendido operações e evitado sobrevoar áreas consideradas de risco, como Irã, Iraque, Síria e Israel. A medida tem levado ao cancelamento de voos e à reconfiguração de rotas internacionais.
Entre as companhias afetadas, a Finnair suspendeu voos para destinos como Doha e Dubai até o fim de março, enquanto a ITA Airways e a KLM também interromperam operações para cidades estratégicas da região. O grupo Lufthansa, que reúne diversas empresas europeias, adotou medidas semelhantes, ampliando o alcance das suspensões.
Além dos cancelamentos, algumas empresas reduziram a oferta de assentos. A Air New Zealand, por exemplo, anunciou corte de cerca de 5% em sua capacidade e cancelou aproximadamente 1.100 voos entre março e maio, afetando cerca de 44 mil passageiros.
A crise também pressiona os preços das passagens, impulsionados pelo aumento dos custos operacionais e pela necessidade de rotas mais longas para evitar áreas de conflito. O fechamento ou restrição de espaços aéreos tem obrigado aeronaves a realizar desvios, elevando o consumo de combustível e o tempo de viagem.
Com a instabilidade persistente, dezenas de companhias mantêm suspensões ou operam com restrições, enquanto monitoram a evolução do cenário para retomar gradualmente as operações na região.



