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Incêndio em Hong Kong dura mais de 24 horas e deixa ao menos 65 mortos

Bombeiros continuam, nesta quinta-feira (27), o combate ao incêndio que atinge um complexo residencial em Hong Kong desde a tarde de quarta-feira (26). O fogo, considerado o mais mortal na cidade em sete décadas, já deixou pelo menos 65 mortos e 279 desaparecidos, segundo autoridades locais.

De acordo com o governo de Hong Kong, ao menos 123 pessoas ficaram feridas, entre elas oito bombeiros. Das vítimas fatais, 51 morreram ainda no local e quatro após atendimento em hospitais.

O incêndio teve início no edifício Wang Fuk Court e se espalhou rapidamente. Um especialista em construção afirmou que as chamas percorreram 32 andares em cerca de cinco minutos. Ainda não há informações sobre quantos moradores foram resgatados.

O líder do governo local, John Lee, declarou que os focos de incêndio em sete prédios do complexo estão “basicamente sob controle”. No entanto, imagens transmitidas ao vivo mostram chamas ainda consumindo janelas de apartamentos, indicando que a operação não foi concluída.

O governo anunciou apoio financeiro emergencial às famílias afetadas, com repasse de 10 mil dólares de Hong Kong (aproximadamente US$ 1.200) por família. Também será criado um fundo de assistência de 300 milhões de dólares de Hong Kong (cerca de US$ 38,5 milhões) destinado aos moradores do conjunto habitacional.

A tragédia reacendeu discussões sobre o uso de andaimes de bambu em obras na cidade. Embora o material seja tradicionalmente utilizado por sua flexibilidade e baixo custo, especialistas alertam para sua inflamabilidade. O governo prometeu inspecionar todas as estruturas de bambu e abrir diálogo sobre a possível substituição por andaimes metálicos.

Moradores relataram ter ouvido pedidos de socorro e identificado fumaça momentos antes do avanço das chamas. Alguns também questionaram a eficiência do sistema de alarme de incêndio do complexo residencial.

Cerca de 500 pessoas foram encaminhadas a nove centros de emergência. Segundo autoridades, 250 médicos e outros 250 profissionais de saúde estão mobilizados para atender os desabrigados.

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