O Irã atacou um navio-tanque no Estreito de Ormuz nesta terça-feira (21). O impacto obrigou a tripulação a abandonar a embarcação. O ataque ocorreu um dia após os Estados Unidos realizarem uma nova rodada de bombardeios contra alvos estratégicos iranianos.
A ofensiva ocorre no 11º dia consecutivo de confrontos entre os dois países. O Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo e do gás natural comercializados no mundo, permanece sob controle operacional iraniano.
O presidente do Irã afirmou que o país voltou a viver uma situação de “guerra em grande escala”, em meio ao aumento da tensão com os Estados Unidos e seus aliados.
Apesar da intensificação dos ataques, o governo iraniano ainda mantém esforços diplomáticos para evitar uma escalada ainda maior do conflito. Nesta terça-feira, o ministro do Interior do Irã viajou ao Paquistão, país que tem histórico de atuação como mediador em conflitos e tensões no Oriente Médio.
A movimentação diplomática ocorre paralelamente aos ataques no Estreito de Ormuz e ao aumento da tensão no Mar Vermelho.
Houthis anunciam bloqueio marítimo
Em outra frente do conflito, os rebeldes Houthis, do Iêmen, anunciaram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho. O grupo, aliado do Irã, afirmou que a medida tem como objetivo impedir a navegação comercial saudita pelo Estreito de Bab el-Mandeb.
A passagem é considerada estratégica para o comércio internacional e está localizada na entrada sul do Mar Vermelho.
Segundo os Houthis, o bloqueio é uma resposta ao cerco econômico e logístico imposto pela Arábia Saudita ao Iêmen.
O governo saudita reagiu e afirmou que não permitirá ameaças às suas rotas marítimas. Riade declarou que adotará “todas as medidas necessárias” para proteger suas embarcações comerciais e garantir a liberdade de navegação na região.



