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Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e eleva tensão ao ameaçar fim de cessar-fogo

O Irã anunciou nesta quarta-feira (8) o novo fechamento do Estreito de Ormuz e ameaçou romper o cessar-fogo firmado com Estados Unidos e Israel. A decisão ocorre em meio à intensificação dos ataques israelenses no Líbano, considerados por Teerã uma violação direta da trégua.

Segundo a imprensa estatal iraniana, o bloqueio da rota estratégica — responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo — foi motivado pelos bombardeios de Israel contra posições do Hezbollah. O governo iraniano também afirmou que poderá retaliar militarmente e que já avalia possíveis alvos.

A escalada acontece após Israel realizar a maior ofensiva contra o Líbano desde o início do conflito. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sustenta que o cessar-fogo não abrange o território libanês, contrariando o entendimento de mediadores internacionais, como o Paquistão, que defendem a inclusão de todas as frentes no acordo.

Em paralelo, países do Golfo relataram ataques atribuídos ao Irã após a entrada em vigor da trégua. Catar, Kuwait e Arábia Saudita informaram interceptações de mísseis e drones, além de danos a estruturas, incluindo um oleoduto em território saudita.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Líbano não integra o acordo de cessar-fogo, justificando a exclusão pela atuação do Hezbollah.

No Líbano, o primeiro-ministro Nawaf Salam acusou Israel de atingir áreas densamente povoadas e desconsiderar esforços diplomáticos. Autoridades de saúde locais informaram que os ataques deixaram centenas de mortos e feridos, enquanto equipes de resgate atuam em áreas atingidas de Beirute.

De acordo com o Exército israelense, mais de 100 alvos ligados ao Hezbollah foram atingidos, incluindo centros de comando e instalações militares. Israel alega que parte da infraestrutura do grupo está instalada em regiões civis.

O agravamento da crise ocorre apesar do cessar-fogo mediado pelo Paquistão, e aumenta a pressão internacional por uma solução diplomática. As recentes violações, no entanto, colocam em risco o avanço das negociações de paz previstas para os próximos dias.

COLUNISTAS

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