O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, manteve-se no país após o vencimento do ultimato imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que lhe deu uma semana para deixar o território venezuelano. O prazo expirou na última sexta-feira (29), segundo informações da Reuters.
O ultimato foi comunicado durante uma ligação telefônica em 21 de novembro. Ao longo da semana, os EUA intensificaram ações de pressão contra Caracas. Washington ordenou ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe, ameaçou expandir operações militares para o continente e classificou o Cartel de los Soles que, segundo autoridades norte-americanas, incluiria integrantes do alto escalão do governo venezuelano como organização terrorista. Maduro nega todas as acusações e afirma que os EUA tentam destituí-lo para controlar os recursos naturais da Venezuela, especialmente o petróleo.
De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, Maduro disse a Trump que poderia deixar o país se recebesse amplas garantias, incluindo anistia total para si e sua família, retirada de sanções e encerramento de um processo contra ele no Tribunal Penal Internacional. O presidente venezuelano também pediu o cancelamento de sanções impostas a mais de 100 membros de seu governo, muitos acusados pelos EUA de corrupção, violações de direitos humanos e envolvimento com narcotráfico.
Segundo duas fontes, Maduro ainda sugeriu que a vice-presidente Delcy Rodríguez comandasse um governo interino até novas eleições. Quase todas as solicitações foram rejeitadas por Trump, que apenas lhe ofereceu a possibilidade de deixar o país com a família dentro do prazo de uma semana. A conversa durou menos de 15 minutos.
Com o prazo expirado, Trump afirmou no sábado que o espaço aéreo da Venezuela estava “totalmente fechado”, conforme relataram duas fontes à agência. Trechos da conversa já haviam sido divulgados pelo Miami Herald, mas o ultimato de sete dias ainda não era conhecido.



