A Organização Mundial da Saúde informou nesta segunda-feira (11) que sete passageiros de um cruzeiro de luxo tiveram diagnóstico confirmado para hantavírus andino. O número total de casos investigados subiu para nove, segundo a entidade.
Entre os registros, dois seguem classificados como suspeitos, incluindo o possível primeiro infectado do surto, que morreu antes da realização dos exames. Ao todo, três mortes já foram contabilizadas pelas autoridades de saúde.
A atualização ocorreu após a confirmação de um caso positivo em uma turista da França que estava a bordo do navio MV Hondius e foi retirada da embarcação.
Segundo especialistas, a cepa andina do hantavírus é a única conhecida com potencial de transmissão entre pessoas por meio de contato próximo e prolongado. A variante circula principalmente na Argentina e no Chile.
O hantavírus é geralmente transmitido pelo contato com urina, saliva ou fezes de roedores contaminados. A infecção pode provocar síndrome pulmonar grave, com sintomas iniciais semelhantes aos da gripe, evoluindo para dificuldades respiratórias em casos severos.
Não existe tratamento específico para a doença. O atendimento é feito com suporte clínico e respiratório, conforme a gravidade do quadro.
Fonte: CNN



