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ONU afirma que operação dos EUA na Venezuela violou o direito internacional

Após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na prisão do presidente Nicolás Maduro, o Alto Comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou a ação e afirmou que a ofensiva violou princípios fundamentais do direito internacional.

Em declaração pública, Türk disse que a operação norte-americana “minou um princípio básico do direito internacional”, ao recorrer ao uso da força para atender a demandas políticas. Segundo ele, o futuro da Venezuela deve ser definido pelo próprio povo venezuelano, sem interferência militar externa.

“A sociedade venezuelana precisa de cura. O país não necessita de mais militarização, violência ou instabilidade”, afirmou o alto comissário. Em artigo publicado no jornal The Guardian, Türk disse estar “profundamente perturbado” com os acontecimentos recentes no país.

Embora faça duras críticas ao regime de Maduro e ao histórico de violações de direitos humanos na Venezuela, Türk destacou que a ação dos Estados Unidos enfraquece a soberania do país e compromete a segurança internacional. Para ele, o ataque deixa todos os países “menos seguros” e representa um precedente perigoso nas relações entre Estados.

O Alto Comissário também defendeu uma atuação mais efetiva da comunidade internacional. Segundo ele, é necessário ir além do discurso e reforçar o respeito à Carta da ONU e ao direito internacional, sob risco de consequências graves.

Conselho de Segurança

O Conselho de Segurança da ONU se reuniu na segunda-feira (5) para discutir a situação, e a maioria dos países que se manifestaram criticou a operação dos Estados Unidos na Venezuela. O governo norte-americano alegou que a ação foi motivada pela acusação de que Maduro seria um “narcoterrorista” e afirmou que não há guerra contra o povo venezuelano.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou estar “extremamente preocupado” com a possível intensificação da instabilidade no país, os impactos regionais e o precedente que o episódio pode estabelecer nas relações internacionais.

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