O preço do barril do petróleo tipo Brent voltou a superar a marca de US$ 100 nesta quinta-feira (12), em meio ao aumento das tensões no Golfo Pérsico e aos desdobramentos do conflito envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos.
Desde o início da crise no Oriente Médio, a cotação da commodity tem apresentado forte volatilidade no mercado internacional. Na semana passada, o valor chegou a ultrapassar US$ 120 por barril.
Uma das principais preocupações do mercado está no Estreito de Ormuz, considerada a rota mais estratégica para o transporte de petróleo no mundo. Cerca de 20% do petróleo global passa pela região, que é controlada pela Guarda Revolucionária do Irã. Nos últimos dias, diversos navios mercantes teriam sido atingidos por ataques atribuídos ao país.
Nesta quinta-feira, o Iraque anunciou a suspensão das operações em todos os seus portos de petróleo após um ataque iraniano atingir dois navios petroleiros.
Diante do cenário de instabilidade, a Agência Internacional de Energia (AIE) autorizou, na quarta-feira (11), a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas. A medida é considerada a maior liberação coordenada de estoques governamentais da história e tem como objetivo conter a alta dos preços.
O diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, afirmou que o mercado enfrenta desafios sem precedentes e destacou a importância da ação conjunta dos países membros da organização.
Autoridades iranianas também elevaram o tom das declarações. O porta-voz do comando militar do país, Ebrahim Zolfaqari, afirmou que o mundo deve se preparar para uma possível disparada ainda maior nos preços.
Segundo ele, o petróleo pode chegar a US$ 200 por barril, afirmando que o valor da commodity depende da segurança regional, que, segundo o governo iraniano, teria sido desestabilizada pelas recentes ações militares.



