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Preço do barril de petróleo dispara com escalada de conflito no Oriente Médio

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O preço do barril de petróleo do tipo Brent, referência para o mercado global, superou novamente a marca de US$ 100 nesta quarta-feira (9), cotado a US$ 100,81 com alta de 2,95% nas últimas 24 horas. A nova disparada da commodity é impulsionada pela escalada do conflito no Oriente Médio e por recentes ataques operados pelos rebeldes Houthis contra infraestruturas petrolíferas na Arábia Saudita, onde instalações de energia foram incendiadas.

A tensão geopolítica elevou os riscos ao abastecimento mundial de energia devido a ameaças diretas a rotas de transporte estratégicas na região. Além de atingir estruturas sauditas, o grupo iemenita alinhado ao Irã anunciou um bloqueio marítimo no Mar Vermelho, que vinha sendo utilizado como via alternativa pela Arábia Saudita para desviar do travamento no Estreito de Ormuz, gargalo por onde trafegam cerca de 20% do petróleo e do gás consumidos no planeta.

A recente onda de hostilidades reflete o acirramento do confronto direto entre os Estados Unidos e o governo do Irã, iniciado no final de fevereiro. A instabilidade compromete a navegação de cargas no Golfo Pérsico e reverte a trajetória de queda que as cotações vinham apresentando nos últimos dias, quando o mercado futuro apostava no avanço de negociações de paz entre Washington e Teerã.

Antes da eclosão do conflito armado no Oriente Médio, o barril de petróleo operava negociado abaixo da faixa dos US$ 70. Com o início dos combates e as sucessivas ameaças a refinarias e navios-tanque, a commodity chegou a atingir o pico de US$ 120, mantendo os analistas em alerta máximo sobre novos repasses de custos para os combustíveis no mundo.

O desenrolar da crise na Península Arábica continua sob acompanhamento da Organização das Nações Unidas (ONU), que já havia mediado tréguas pontuais na região. Diante da nova paralisação do tráfego marítimo e do risco de escassez da oferta internacional de óleo bruto, a volatilidade no setor energético deve prosseguir no curto prazo.

(*)Com informações do Metrópoles

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