A Rússia devolveu à Ucrânia os corpos de 528 pessoas que, segundo autoridades russas, podem ser de militares ucranianos mortos na guerra. A informação foi divulgada pelo Centro Ucraniano para Prisioneiros de Guerra, que afirmou que os restos mortais serão submetidos a processos de identificação por investigadores e especialistas.
A ação faz parte de um raro acordo firmado entre Moscou e Kiev para troca de prisioneiros e repatriação de corpos durante o conflito iniciado em 2022.
Um dia antes, os dois países realizaram a troca de 205 prisioneiros de guerra de cada lado. Segundo autoridades ucranianas, esta foi a 74ª troca desde o início da guerra.
O acordo ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma trégua temporária de três dias entre Rússia e Ucrânia, além da previsão de troca de mil prisioneiros de cada lado. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a troca realizada nesta sexta-feira representa a primeira etapa do acordo.
Ao retornarem à Ucrânia, os soldados libertados demonstraram emoção e alívio após anos em cativeiro. Alguns militares relataram ter permanecido presos por mais de quatro anos em território russo.
Em vídeos divulgados pelas autoridades ucranianas, os soldados aparecem cansados, mas comemorando o retorno ao país. Muitos também pediram atenção para os milhares de prisioneiros que ainda permanecem detidos.
Segundo o governo da Ucrânia, mais de 7 mil prisioneiros de guerra seguem em cativeiro.
Além das negociações humanitárias, 34 países-membros do Conselho da Europa, junto à União Europeia e outras nações parceiras, manifestaram apoio à criação de um tribunal especial para julgar a invasão russa ao território ucraniano.



