A Venezuela realizou, na quarta-feira (7), em Caracas, o funeral dos militares mortos durante uma operação conduzida pelos Estados Unidos que teve como objetivo capturar o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, segundo informações do governo venezuelano.
Na terça-feira (6), a presidente interina Delcy Rodríguez decretou sete dias de luto oficial em homenagem às vítimas da ação, ocorrida no último fim de semana. De acordo com o governo, ao menos 23 soldados venezuelanos morreram durante a ofensiva.
O ministro do Interior, Diosdado Cabello, afirmou que o ataque deixou cerca de 100 mortos, incluindo integrantes das forças de segurança. Embora o número total de vítimas não tenha sido divulgado inicialmente, o Exército venezuelano publicou uma lista com os nomes de 23 militares mortos.
Autoridades afirmam que parte do efetivo responsável pela segurança de Maduro foi executada “a sangue-frio”. O governo de Cuba também informou que 32 membros de suas Forças Armadas e dos serviços de inteligência que atuavam na Venezuela morreram durante a operação.
Ainda segundo Cabello, Cilia Flores sofreu um ferimento na cabeça no momento da captura, enquanto Maduro teve um ferimento na perna durante a ação.



