O inquérito que investiga o treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão ganhou novos desdobramentos com a revelação de depoimentos que confirmam um padrão de conduta predatória e abuso de autoridade. Detido pela Polícia Civil, Galvão é alvo de denúncias que envolvem estupro de vulnerável, manipulação psicológica e uso de entorpecentes para cometer abusos.
Novos relatos indicam que o comportamento do treinador começava precocemente. Uma das vítimas afirmou ter sofrido abusos a partir dos 12 anos, culminando em relações sexuais aos 14.
Em outro caso, uma atleta relatou ter sido dopada durante uma competição internacional. Segundo o depoimento, Galvão ofereceu um suposto relaxante; a jovem perdeu a consciência e acordou com o treinador tocando seu corpo.
A investigação conduzida pela delegada Mariene Andrade aponta que Galvão operava em três frentes de manipulação:
- Sedução de confiança: Aproximação das famílias através de sua imagem de mentor e líder vitorioso.
- Coerção institucional: Utilização do cargo de policial civil para ameaçar as vítimas, afirmando que teria acesso antecipado a qualquer boletim de ocorrência registrado contra ele.
- Controle rotineiro: Monitoramento rígido de alimentação e promessas de ascensão na carreira em troca de favores sexuais.
A Polícia Civil do Amazonas segue colhendo testemunhos para robustecer o processo. Melqui Galvão permanece sob custódia e à disposição do Poder Judiciário. O caso corre sob sigilo em relação à identidade das vítimas, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Fonte: D24AM



