O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Vinicius Almeida, manifestou nesta quinta-feira (30) o apoio do estado à megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro.
Em coletiva de imprensa, Almeida confirmou que profissionais amazonenses acompanharão os desdobramentos da ação e aproveitou para tecer críticas ao sistema penal e a restrições federais que, segundo ele, comprometem o combate ao crime.
Almeida iniciou destacando a mobilização em seu estado, informando que o governador Wilson Lima coordenou “pessoalmente” as operações em Manaus na noite anterior (29) para “garantir a normalidade”.
Em seguida, o secretário elogiou a coragem do governo do Rio de Janeiro na operação, mas não poupou críticas à presença de criminosos de outros estados, incluindo do Amazonas, em solo fluminense.
A principal crítica de Almeida foi direcionada às falhas do sistema penal brasileiro. Ele questionou as solturas de indivíduos perigosos, citando a legislação:
“Por que essas pessoas foram presas e estão soltas? Leis permitem isso, infelizmente”, afirmou.
O secretário mencionou o caso do criminoso conhecido como “Coquinho”, que, apesar de ter três mandados de prisão ativos, foi liberado de um presídio federal.
Outro ponto levantado por Almeida foi a limitação imposta pela Polícia Federal que, segundo ele, restringiu a atuação das polícias estaduais em comunidades. O secretário utilizou uma expressão forte para descrever o resultado dessas restrições: a transformação de algumas favelas em “condomínios do narcoterrorismo”.
O secretário amazonense defendeu a necessidade de uma coordenação federal robusta no combate ao tráfico de drogas, ressaltando que grande parte dos entorpecentes tem origem em países vizinhos.
Para ilustrar a eficácia do trabalho local, Almeida reforçou os resultados do Amazonas: 43 toneladas de drogas foram apreendidas em 2023 e mais de 37 toneladas já foram retiradas de circulação neste ano.
Ao encerrar a coletiva, Vinicius Almeida manifestou solidariedade aos quatro agentes de segurança do Rio de Janeiro mortos durante a operação.
Veja os vídeos:



