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Dois líderes do tráfico do AM estão entre mortos em operação no Rio de Janeiro

Dois criminosos identificados como “Chico Rato” e “Gringo”, apontados como chefes do tráfico em Manaus, estão entre os mortos da megaoperação policial realizada na última terça-feira (28) nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (31) pelo Governo do Estado do Rio, que divulgou parte da lista de suspeitos mortos.

Veja a lista:

  • PP, chefe do tráfico do Pará
  • Chico Rato, chefe do tráfico em Manaus (AM)
  • Gringo, chefe do tráfico em Manaus (AM)
  • Mazola chefe do tráfico em Feira de Santana (BA)
  • DG, chefe do tráfico na Bahia
  • FB, chefe do tráfico na Bahia
  • Fernando Henrique dos Santos, chefe do tráfico em Goiás
  • Rodinha, chefe do tráfico em Goiânia (GO)
  • Russo, chefe do tráfico em Vitória (ES)

De acordo com as forças de segurança, os dois amazonenses eram considerados lideranças do Comando Vermelho (CV) e mantinham ligação direta com o núcleo de comando da facção no Rio de Janeiro. Ambos estavam entre os 99 suspeitos identificados, dos quais 78 tinham antecedentes criminais e 42 possuíam mandados de prisão em aberto.

A operação, considerada a mais letal da história do Brasil, deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais. Entre os suspeitos mortos, há ainda líderes do tráfico de outros estados, como Pará, Bahia, Goiás e Espírito Santo.

O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, afirmou que os complexos da Penha e do Alemão funcionam como “base estratégica” do Comando Vermelho, de onde partem ordens para diversos estados brasileiros, incluindo o Amazonas.

As investigações apontam que o Comando Vermelho tem modernizado sua estrutura armamentista e adotado tecnologia de guerra em confrontos. Durante a operação, foram apreendidos 91 fuzis, muitos deles de uso militar, fabricados em países da América do Sul, como Venezuela, Argentina e Peru, além de modelos europeus. As armas, de calibres 5.56 e 7.62, chegam ao país principalmente por rotas ilegais que passam pelo Paraguai.

Segundo o ex-capitão do Bope, Paulo Storani, integrantes da facção utilizam fuzis G3, AK-47 e FAL, considerados de alto poder de fogo. Durante a ação, criminosos também teriam usado drones para lançar granadas e monitorar as forças policiais.

Uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) revelou que o traficante conhecido como “Gardenal” era responsável por coordenar a compra e o uso desses equipamentos, inclusive drones com sistemas de visão noturna. Em mensagens interceptadas, ele chegou a afirmar: “A gente tem que se adequar à tecnologia.”

A lista de mortos e o material apreendido seguem em análise pelas autoridades. A Polícia Civil do Amazonas acompanha as investigações, devido à ligação direta entre os chefes do tráfico de Manaus e o Comando Vermelho no Rio.

COLUNISTAS

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