A Polícia Civil do Amazonas concluiu as investigações envolvendo as influenciadoras digitais Bárbara Santos e Carla Priscila, que ganharam repercussão nacional após a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que aparecem exibindo armas de fogo enquanto dançam ao som de música de teor explícito.
O conteúdo viralizou rapidamente, atingindo centenas de milhares de visualizações e chamando a atenção de veículos de comunicação em todo o país. A partir da repercussão, as duas passaram a ser investigadas por possível envolvimento com o tráfico de drogas na região do bairro Compensa, na zona Centro-Oeste da capital.
Segundo a polícia, há indícios de que as influenciadoras atuavam como auxiliares de integrantes do tráfico na área. Diante dos elementos reunidos, o 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP) solicitou à Justiça a prisão das suspeitas, além de Jheferson Rhuan, conhecido como “Rhuan”, apontado como narcotraficante. As ordens judiciais também incluíram mandados de busca e apreensão e quebra de sigilo de dados.
Bárbara Santos foi presa no dia 30 de dezembro, em uma academia na zona Norte de Manaus. Com ela, foram apreendidos dois simulacros de arma de fogo e um recibo considerado falso pela investigação. Já Carla Priscila e Jheferson Rhuan não foram localizados e seguem foragidos.
A análise do celular de Bárbara revelou mensagens que, de acordo com a Polícia Civil, indicam tentativa de enganar as autoridades, com uso de objetos falsos e documentos adulterados. As investigações também apontam a possível participação de um homem conhecido como “Gustavo, o Euro” no transporte de cerca de 300 quilos de maconha da Colômbia para o Amazonas.
A polícia chegou a pedir a conversão das prisões temporárias em preventivas, além da inclusão de novos investigados no pedido. No entanto, a Vara de Garantias revogou as medidas, e os suspeitos não foram mais localizados.
Perícia técnica constatou ainda divergências entre as armas exibidas no vídeo e os objetos apreendidos, concluindo que os simulacros foram modificados para se assemelharem a armas reais.
Ao final das investigações, os envolvidos foram indiciados por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, fraude processual, falsificação de documento e apologia ao crime.
O caso foi encaminhado ao Ministério Público e à Justiça. Se condenados, os investigados podem cumprir penas superiores a 10 anos de prisão.



