O vereador bolsonarista Coronel Rosses (PL) subiu o tom contra o processo judicial movido pela cantora Ludmilla, que pede uma indenização de R$ 70 mil ao parlamentar. O político expôs o que considera graves irregularidades na contratação da artista com recursos públicos.
Em fiscalização recente, Rosses divulgou que a empresa responsável por trazer o show da cantora a Manaus — registrada como Sirius Produções, mas de razão social AEP3 359 Comércio de Sinalização e Serviços Gráficos — não apresentou o contrato de prestação de serviços, alegando um termo de confidencialidade.
O parlamentar esteve no endereço cadastrado da empresa e contestou a legalidade do sigilo das informações financeiras que envolvem o município.
“Dinheiro público não pode ser confidencial. Isso não existe. A cantora Ludmilla vai ter que provar o contrato, para mim e para a população de Manaus, nesse processo que moveu contra mim. O cidadão que paga seus impostos não pode financiar esse tipo de falta de transparência”, declarou Coronel Rosses.
De acordo com o vereador, a referida empresa contratante sequer consta da lista oficial de credores no Portal da Transparência do município. Diante dos fatos, ele levantou sérios questionamentos sobre as vias utilizadas para o pagamento do cachê da artista.
O parlamentar questiona se o pagamento foi realizado de forma não declarada (caixa dois) e cobra esclarecimentos sobre se o show foi custeado com os R$ 9 milhões que, segundo declarações anteriores do próprio prefeito, não teriam entrado formalmente nos cofres da prefeitura.
Por fim, o vereador reafirmou seu compromisso com a fiscalização do erário e garantiu que comparecerá à audiência em Manaus para confrontar as alegações e exigir que os contratos sejam de amplo conhecimento da população.
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