O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (10) pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro e de cinco aliados na ação penal que apura a trama golpista contra o resultado das eleições de 2022. Apesar disso, defendeu a condenação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e do general Braga Netto pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Com o posicionamento, o placar parcial está em 2 a 1 pela condenação de Bolsonaro e outros réus. Alexandre de Moraes e Flávio Dino já haviam se manifestado contra o ex-presidente. Os votos de Cristiano Zanin e Cármen Lúcia serão proferidos nesta quinta-feira (11).
Na avaliação de Fux, Bolsonaro apenas cogitou medidas de exceção, sem executá-las. O ministro afirmou que não há provas de ligação direta entre o ex-presidente e os atos de vandalismo de 8 de janeiro de 2023. Já sobre Mauro Cid, destacou que ele extrapolou a função de assessor ao participar de reuniões e interações ligadas ao plano golpista.
O voto também absolveu os generais Augusto Heleno e Almir Garnier, além dos ex-ministros Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Anderson Torres (Justiça), e do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin.



