Uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mudou o cenário político na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Ao atender uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo partido Solidariedade, o magistrado determinou que a Casa realize uma nova eleição para definir seu presidente, após a renúncia de Roberto Cidade (União), que deixou o cargo para assumir o Governo do Amazonas.
Até então, o presidente interino da Aleam, deputado Adjuto Afonso (União), permanecia no comando do Legislativo amparado por um parecer da Procuradoria da Assembleia, que entendia não haver necessidade de uma nova eleição. Com a decisão do STF, no entanto, os parlamentares terão de escolher um novo presidente em votação no plenário.
A determinação altera o cenário político da Casa em um momento de mudanças nas articulações entre os deputados. Diferentemente do ambiente registrado há poucos meses, quando Roberto Cidade foi escolhido por unanimidade para o Governo do Estado, a Assembleia agora apresenta uma composição mais dividida em torno dos principais grupos políticos.
Nos bastidores, parlamentares estão alinhados a diferentes projetos para a sucessão estadual, envolvendo nomes como o próprio Roberto Cidade, o senador Omar Aziz (PSD), o ex-prefeito de Manaus David Almeida (Avante) e a empresária Maria do Carmo Seffair (PL). Nas últimas semanas, esse novo equilíbrio de forças já resultou em derrotas do governo em votações no Legislativo.
Com a eleição para a presidência da Aleam determinada pelo STF, a disputa pelo comando da Casa ganha importância estratégica, já que o cargo exerce influência sobre a condução dos trabalhos legislativos e o relacionamento institucional entre os Poderes durante o período eleitoral.
Decisão:



