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Nova lei endurece penas para furtos, golpes e roubo de celulares no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma nova legislação que aumenta as penas para crimes como furto, roubo de celulares e fraudes digitais. A medida tem como objetivo atualizar o Código Penal diante do crescimento dessas práticas no Brasil, especialmente no ambiente virtual.

A lei estabelece mudanças voltadas a crimes patrimoniais e delitos cometidos por meios digitais, em um cenário em que a segurança pública ocupa posição central no debate nacional.

Entre as principais alterações está a criação de um tipo penal específico para punir o uso de “contas laranja”, quando terceiros cedem contas bancárias para movimentações ilícitas. Nesses casos, a pena passa a variar de 1 a 5 anos de prisão.

Também foram ampliadas as punições para golpes virtuais, incluindo fraudes realizadas por redes sociais, e-mails falsos e clonagem de dispositivos. A pena prevista varia de 4 a 8 anos de reclusão, podendo ser aplicada independentemente de representação formal da vítima.

No caso de furto, a pena geral foi elevada de 1 a 4 anos para 1 a 6 anos de prisão. Se o crime ocorrer no período noturno, a punição pode ser aumentada em até metade. Já furtos que envolvem celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos podem resultar em penas de até 10 anos.

O crime de roubo, caracterizado pelo uso de violência ou ameaça, também teve a pena-base ampliada, passando de 4 a 10 anos para 6 a 10 anos de reclusão. Em situações mais graves, como o latrocínio (roubo seguido de morte), a pena mínima foi elevada para 24 anos.

A legislação ainda endurece as regras para o crime de receptação, com penas que podem chegar a 6 anos de prisão, ou até 8 anos em casos específicos, como os que envolvem determinados bens ou animais.

As novas regras passam a valer apenas para crimes cometidos após a entrada em vigor da lei. Casos anteriores continuam sendo julgados conforme a legislação vigente à época.

Especialistas apontam que, apesar do aumento das penas, a eficácia da medida dependerá de políticas públicas complementares, como ações de prevenção e fortalecimento das investigações.

Fonte: CNN

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