A Polícia Federal concluiu, nesta quarta-feira (27/8), o inquérito da “Operação Tupinambarana Liberta”, que investigou suposto uso da estrutura pública para favorecer a candidatura de Brenna Dianná (União) à Prefeitura de Parintins, no Amazonas. Cinco ex-secretários de estado e policiais militares foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, corrupção eleitoral e abolição do Estado Democrático de Direito.
O inquérito aponta que agentes públicos, com apoio de policiais, teriam comprado votos e criado obstáculos ao livre exercício do direito ao voto. O caso foi encaminhado ao Ministério Público Eleitoral, que decidirá sobre medidas judiciais. Se condenados, os acusados podem cumprir até 20 anos de prisão.
Entre os indiciados estão Armando Silva do Valle, ex-diretor-presidente da Cosama; Fabrício Rogério Cyrino Barbosa, ex-secretário de Administração; Marcos Apolo, ex-secretário de Cultura; Flávio Antony, chefe da Casa Civil; e os militares Jackson Ribeiro dos Santos e Guilherme Navarro Barbosa Martins. Até o momento, nenhum dos envolvidos se manifestou.
A investigação teve início em setembro de 2024, após denúncia do Ministério Público Eleitoral. Durante as apurações, surgiram indícios de que líderes comunitários ligados a facções criminosas intimidaram eleitores e que agentes públicos monitoraram adversários políticos e equipes da PF, em tentativa de obstrução da Justiça. A operação foi deflagrada em 3 de outubro de 2024, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Amazonas.
O nome da operação faz referência a Parintins, conhecida como “Ilha Tupinambarana, a ilha da magia”, em alusão à herança indígena da região e ao tradicional Festival Folclórico dos Bois Garantido e Caprichoso.



