A Polícia Federal (PF) vai colocar em prática uma operação nacional para garantir a segurança dos candidatos à Presidência da República durante as eleições de 2026. O plano, anunciado nesta sexta-feira (17), prevê investimento de cerca de R$ 95 milhões e uma estrutura preparada para atender até dez candidatos simultaneamente em diferentes regiões do país.
A proteção será oferecida mediante solicitação dos partidos políticos e poderá começar em 20 de julho, após a oficialização das candidaturas nas convenções partidárias. No caso de uma eventual candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a segurança será realizada de forma integrada entre a PF e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).
A operação contará com até 458 servidores especializados, incluindo agentes de proteção, equipes de inteligência, logística e chefes de segurança. Os profissionais receberam treinamento específico nos últimos dois anos, com capacitações em direção defensiva, primeiros socorros, salvamento aquático e operação de drones.
O planejamento será coordenado pela Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, que acompanhará em tempo real os compromissos de campanha para dar suporte às equipes de segurança.
De acordo com a PF, o número de agentes e os equipamentos utilizados serão definidos conforme a avaliação de risco de cada candidato, levando em consideração fatores como histórico de ameaças, locais dos eventos e deslocamentos.
Entre os recursos previstos estão veículos blindados, bloqueadores de drones, sistemas de reconhecimento facial, monitoramento de ameaças na internet e equipamentos para inspeções antibombas.
A corporação informou ainda que mantém diálogo com partidos e pré-candidaturas desde abril para organizar o esquema de segurança. As 30 legendas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já foram notificadas sobre a operação.



