A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve concluir nas próximas semanas a análise dos pedidos de registro de medicamentos nacionais à base de semaglutida, princípio ativo do Ozempic. A decisão ocorre às vésperas do fim da patente da substância no Brasil, marcado para 20 de março de 2026.
Fabricado pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, o Ozempic é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2, mas se popularizou também pelo uso associado à perda de peso. Com o término da exclusividade comercial da semaglutida, outras empresas poderão produzir e vender medicamentos com a mesma substância, desde que obtenham autorização da agência reguladora.
De acordo com a Anvisa, os processos estão em fase final de revisão técnica. Entre as empresas com pedidos em análise estão a EMS e a Ávita Care, que assumiu uma solicitação inicialmente apresentada pela Momenta, do grupo Eurofarma.
A liberação não é automática. Mesmo com o fim da patente, os laboratórios precisam comprovar qualidade, segurança e eficácia por meio de estudos e documentação técnica submetidos à avaliação da agência.
O Ozempic é voltado ao controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2, mas ganhou notoriedade pelo efeito de redução de peso. A mesma substância é comercializada em dosagem mais alta sob o nome de Wegovy, indicado para o tratamento da obesidade.
Entre os efeitos colaterais mais relatados estão náuseas, vômitos, constipação e diarreia. O uso fora das indicações aprovadas e a oferta de versões manipuladas sem comprovação científica adequada têm gerado alerta entre autoridades de saúde.
A eventual entrada de concorrentes no mercado pode ampliar a oferta e impactar os preços, mas o resultado dependerá da decisão técnica da Anvisa. A expectativa é que o posicionamento oficial seja divulgado ainda nas próximas semanas, com potencial para alterar o cenário de acesso à semaglutida no país.



