Pesquisadores do Instituto Maçônico de Pesquisa Médica (MMRI), nos Estados Unidos, descobriram duas proteínas fundamentais para o desenvolvimento e a manutenção do coração. O estudo, publicado em 27 de agosto na revista Circulation Research, mostra que as moléculas RBPMS e RBPMS2 atuam em conjunto para garantir que o órgão funcione corretamente.
De acordo com os cientistas, essas proteínas protegem o processo de splicing, responsável por editar o RNA e assegurar que as células cardíacas produzam as proteínas adequadas no momento certo. Alterações nesse mecanismo estão associadas a problemas graves, como cardiopatias congênitas e miocardiopatias.
Nos testes conduzidos pela equipe do professor Tongbin Wu, a remoção simultânea das duas proteínas em células cardíacas resultou em malformações graves do órgão em embriões, que não sobreviveram. Já a exclusão isolada de apenas uma delas não comprometeu a formação do coração, reforçando que ambas exercem funções complementares e precisam atuar juntas.
O splicing é uma etapa crucial do processamento genético, pois reorganiza ou exclui partes do RNA para gerar diferentes versões de proteínas. Esse mecanismo é essencial para que o coração consiga contrair e relaxar de forma adequada. Quando falha, pode dar origem a proteínas defeituosas, incapazes de sustentar a atividade do músculo cardíaco.
A descoberta, segundo os autores, abre caminho para novas pesquisas sobre a prevenção e o tratamento de doenças cardíacas. Ao mostrar que fatores de splicing não agem isoladamente, mas de forma cooperativa, o estudo ajuda a entender a origem de condições graves e pode apoiar o desenvolvimento de terapias mais eficazes.



