O Brasil registra um índice preocupante de excesso de peso: 68% da população está acima do peso ideal, o que representa sete em cada dez brasileiros. Os dados são do Atlas Mundial da Obesidade 2025 e reforçam o alerta neste 4 de março, data em que é celebrado o Dia Mundial da Obesidade.
Classificada como doença crônica e multifatorial, a obesidade está associada a uma série de complicações, como diabetes, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. Especialistas ressaltam que o problema deve ser tratado como questão de saúde pública, e não apenas sob a perspectiva estética.
O uso de medicamentos para emagrecimento tem se tornado cada vez mais comum no país, impulsionado principalmente pela divulgação nas redes sociais e pela promessa de resultados rápidos. A expectativa é de que essa procura aumente em 2026, com o fim da exclusividade da patente da semaglutida, princípio ativo presente no , o que pode ampliar a oferta no mercado e reduzir preços.
Apesar da maior popularização desses medicamentos, especialistas alertam para os riscos da automedicação. O uso sem acompanhamento médico pode causar efeitos adversos relevantes, incluindo alterações cardiovasculares, problemas gastrointestinais e impactos psicológicos.
A orientação é que o paciente busque avaliação médica antes de iniciar qualquer tratamento. Após a prescrição, o farmacêutico também desempenha papel essencial ao esclarecer dúvidas sobre posologia, possíveis efeitos colaterais e interações medicamentosas.
Além da automedicação, outro problema crescente é a venda irregular de produtos que prometem efeitos semelhantes aos emagrecedores comercializados em farmácias. Medicamentos adquiridos fora de estabelecimentos autorizados podem não seguir padrões de qualidade e, em alguns casos, conter substâncias proibidas pela (Anvisa).
Especialistas reforçam que o tratamento da obesidade deve envolver mudanças no estilo de vida, reeducação alimentar e acompanhamento profissional contínuo. Medicamentos, segundo destacam, são ferramentas auxiliares dentro de um plano terapêutico individualizado.



