O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a distribuição nacional da insulina glargina, medicamento de ação prolongada destinado ao tratamento de pessoas com diabetes. Nesta primeira etapa, o benefício será destinado a crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1, além de idosos com 70 anos ou mais diagnosticados com diabetes tipo 1 ou tipo 2, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
A medida amplia para todo o país uma iniciativa que vinha sendo implementada por meio de projeto-piloto e prevê a substituição gradual da insulina NPH pela glargina. O fornecimento será realizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mediante avaliação clínica e prescrição médica.
De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 254 mil tubetes de insulina glargina já foram enviados para 16 estados, além de 52.350 canetas reutilizáveis para aplicação. A expectativa é que todas as unidades da Federação recebam os insumos até o fim de julho.
Segundo a pasta, a insulina glargina oferece maior estabilidade no controle da glicemia e, na maioria dos casos, necessita de apenas uma aplicação diária. O medicamento também reduz o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante a noite, e sua incorporação ao SUS ocorre em um cenário de redução da oferta mundial da insulina NPH.
Os pacientes que se enquadrarem nos critérios deverão procurar uma UBS com a prescrição médica. Antes da substituição do tratamento, a equipe de saúde realizará uma avaliação clínica. Além da insulina, o SUS fornecerá canetas reutilizáveis, agulhas e orientações para o uso correto do medicamento.
A ampliação da oferta faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), estratégia do Ministério da Saúde voltada ao fortalecimento da produção nacional de medicamentos e à garantia do abastecimento da rede pública de saúde.



