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Asteroide monitorado pela Nasa passa “de raspão” pela Terra

Os olhos de astrônomos do mundo inteiro estão voltados para o céu nesta segunda-feira (18). Um corpo celeste recém-descoberto, classificado por cientistas como um “destruidor de cidades” devido ao seu potencial teórico de estrago, realiza hoje uma das trajetórias mais próximas da Terra já registradas para o seu tamanho. O pico da aproximação máxima está previsto para ocorrer no início da noite, exatamente às 18h23 (horário de Brasília).

Batizado tecnicamente de 2026 JH2, o asteroide foi mapeado há pouco mais de uma semana pelo programa de monitoramento Mount Lemmon Survey, no Arizona (EUA). A rocha cruza o espaço a uma distância de aproximadamente 91 mil quilômetros da nossa superfície — o que representa meros 24% da distância média entre a Terra e a Lua. Em termos astrofísicos, o objeto está passando “de raspão”, superando inclusive a órbita de alguns satélites artificiais em operação.

Potencial destrutivo e o alerta de Chelyabinsk

Apesar do apelido alarmante de “matador de cidades”, tanto a Agência Espacial Europeia (ESA) quanto a Nasa vieram a público tranquilizar a população: o risco de colisão com o nosso planeta nesta passagem é zero.

A preocupação teórica levantada por pesquisadores internacionais se deve ao tamanho do bloco espacial, estimado entre 15 e 35 metros de diâmetro (equivalente a um prédio de cinco andares ou a uma quadra de basquete). Deslocando-se a uma velocidade impressionante de quase 9 quilômetros por segundo, o impacto de um objeto desse porte em solo habitado seria catastrófico.

Especialistas comparam o potencial do 2026 JH2 ao célebre meteoro que explodiu em Chelyabinsk, na Rússia, no ano de 2013, que estilhaçou vidraças, derrubou estruturas e feriu mais de 1.500 pessoas apenas com a força de sua onda de choque. O pesquisador Mark Burchell, da Universidade de Kent, ressaltou que o grande desafio da defesa planetária reside no fato de rochas menores serem extremamente difíceis de rastrear com antecedência por refletirem pouca luminosidade no espaço profundo.

Como assistir à passagem em tempo real?

Por ser um corpo celeste pequeno e veloz, a visualização a olho nu não será possível em nenhuma parte do globo. Astrônomos amadores localizados no Hemisfério Norte, contudo, conseguirão fazer capturas utilizando binóculos de alta potência e telescópios de médio porte.

Para quem está no Brasil e deseja acompanhar o fenômeno de forma segura, o projeto astronômico Virtual Telescope Project realizará uma transmissão de vídeo ao vivo diretamente da Itália. A exibição mostrará as imagens dos telescópios rastreando o deslocamento do 2026 JH2 em tempo real enquanto ele cruza a nossa órbita.

O Portal Barelandia segue monitorando os boletins das agências espaciais e atualizará esta cobertura caso novas medições de trajetória sejam divulgadas.

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