O Banco Central (BC) decidiu desligar a plataforma usada nas primeiras etapas do Drex, projeto que visa criar o real digital. A desativação ocorrerá na próxima segunda-feira (10) e foi motivada por falhas de segurança e privacidade detectadas na infraestrutura tecnológica.
Durante reunião com os consórcios que participam do projeto-piloto, o BC informou que o novo sistema ainda está em definição, sem garantia de que continuará utilizando a tecnologia blockchain. Até o momento, a instituição não divulgou nota oficial sobre a mudança.
A estrutura anterior era baseada no Hyperledger Besu, mas apresentou limitações técnicas que impediram o cumprimento dos requisitos de segurança e privacidade necessários para operações financeiras digitais.
Com a suspensão do Drex, o mercado volta a discutir o papel das stablecoins, moedas digitais privadas lastreadas em ativos reais , como reservas em caixa ou títulos públicos que mantêm valor estável, por exemplo, um dólar digital sempre equivalente a um dólar físico.
Por utilizarem blockchain, as stablecoins permitem transferências internacionais rápidas, com taxas reduzidas e funcionamento ininterrupto, sem necessidade de bancos intermediários.
Enquanto bancos centrais de diversos países seguem testando suas moedas digitais oficiais (CBDCs), instituições financeiras privadas também ampliam suas iniciativas no setor.
O Itaú Unibanco é um dos principais exemplos. Desde 2023, o banco oferece negociações com Bitcoin e Ethereum e, em 2025, passou a incluir XRP, Solana e USDC, uma stablecoin vinculada ao dólar.
Recentemente, o Itaú adicionou novos criptoativos , como Aave, Avalanche, Chainlink, Polygon e Litecoin , às plataformas Superapp e Íon, e já avalia criar sua própria stablecoin, conforme o avanço da regulamentação no país.
O movimento reforça o interesse das grandes instituições em diversificar seus portfólios digitais e consolidar presença no mercado de ativos tokenizados, enquanto o futuro do real digital segue em reavaliação.



