Os Estados Unidos decidiram restringir a entrada de robôs humanoides fabricados no exterior, principalmente na China, alegando que esses equipamentos representam riscos à segurança nacional. A medida foi anunciada pelo governo do presidente Donald Trump e aumenta a tensão na disputa tecnológica entre Washington e Pequim.
Além dos robôs com aparência humana, a proibição também inclui robôs de quatro patas e inversores de energia importados, componentes utilizados em sistemas de energia solar e estruturas de servidores. Segundo autoridades americanas, esses produtos poderiam abrir brechas para ataques cibernéticos, vazamento de informações e acesso remoto por empresas estrangeiras.
A Comissão Federal de Comunicações (FCC), responsável pela regulamentação do setor, informou que a decisão vale apenas para novos equipamentos. Modelos que já possuem autorização para funcionamento nos Estados Unidos permanecem permitidos.
O movimento acontece em meio ao crescimento acelerado do mercado de inteligência artificial física. A China tem ampliado sua presença no segmento, com mais de 150 empresas investindo no desenvolvimento de robôs humanoides. Entre os principais nomes estão BYD, Geely, Unitree e UBTech. Nos Estados Unidos, empresas como Tesla, Boston Dynamics e Figure AI também avançam na área.
O governo chinês reagiu à decisão e classificou as restrições como medidas baseadas em justificativas políticas. A Embaixada da China em Washington afirmou que o bloqueio prejudica a cooperação internacional no desenvolvimento da inteligência artificial e pediu que os Estados Unidos abandonem ações consideradas protecionistas.
A nova medida faz parte de uma série de embargos adotados pelos EUA contra tecnologias chinesas desde o retorno de Trump à Casa Branca. Entre as ações anteriores estão limitações à exportação de semicondutores e tarifas sobre produtos chineses, todas justificadas pelo governo americano como necessárias para preservar sua liderança tecnológica.



