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Google processa grupo chinês acusado de aplicar golpes de phishing via SMS

O Google entrou com uma ação judicial contra uma quadrilha internacional de hackers chineses acusada de comandar uma rede global de golpes de “smishing”, uma variação do phishing realizada por mensagens de texto (SMS). A empresa busca desmantelar a operação, que teria afetado mais de um milhão de pessoas em 120 países.

Identificada como “Smishing Triad”, a organização criminosa utilizava um kit chamado Lighthouse para criar sites falsos que imitavam plataformas legítimas, como o E-ZPass e o serviço postal americano (USPS). Os criminosos também se passavam pelo próprio Google para enganar vítimas e roubar dados pessoais e financeiros.

De acordo com Halimah DeLaine Prado, conselheira jurídica do Google, o grupo explorava “a confiança dos usuários em marcas conhecidas”. A companhia estima que os hackers tenham conseguido roubar até 115 milhões de cartões de crédito apenas nos Estados Unidos.

A ação judicial foi movida com base em três legislações norte-americanas: o RICO Act (Lei de Organizações Corruptas e Influenciadas pelo Crime), o Lanham Act e o Computer Fraud and Abuse Act (CFAA). O processo também busca impedir o uso e a distribuição do software Lighthouse, usado para criar páginas falsas de forma automatizada.

Além da medida judicial, o Google declarou apoio a três projetos de lei bipartidários que tramitam no Congresso dos Estados Unidos e têm como foco o combate a fraudes digitais e chamadas automatizadas ilegais. A iniciativa integra a estratégia mais ampla da empresa para reforçar a segurança on-line, com ferramentas como o Key Verifier, que checa a autenticidade de links, e novos filtros de inteligência artificial no aplicativo de mensagens do Android.

“É um esforço não apenas jurídico, mas também de política pública”, afirmou Halimah DeLaine Prado.

Paralelamente, a Microsoft revelou uma falha batizada de “Whisper Leak”, que expõe temas de conversas criptografadas em assistentes virtuais de inteligência artificial, incluindo o Google Gemini.

A vulnerabilidade não quebra a criptografia, mas utiliza metadados como o tamanho e o intervalo dos pacotes de dados para deduzir o conteúdo das conversas. Em testes conduzidos pela equipe de segurança da Microsoft, 28 modelos de IA foram avaliados, e um sistema adversário foi capaz de identificar corretamente o tema das conversas em mais de 98% dos casos, chegando a 100% de precisão em alguns cenários.

O relatório aponta que nenhum dos métodos de defesa testados conseguiu eliminar completamente o vazamento, revelando um desafio estrutural para a segurança dos sistemas de IA. A Microsoft reforçou a importância de desenvolver novas medidas de proteção de dados, especialmente diante da crescente adoção de assistentes virtuais em atividades sensíveis.

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